Assessment response

Verdian Insights - Take Home Assessment

Uma abordagem estruturada para recuperar analytics, esclarecer atribuição e desenhar uma arquitetura escalável para portal de membros.

Esta página reúne minha resposta completa ao take-home da Verdian Insights. Organizei a entrega da mesma forma que costumo trabalhar em contexto real: primeiro alinhando leitura de senioridade e escopo, depois atacando o problema de analytics, em seguida desenhando a arquitetura do portal e, por fim, documentando claramente o uso de IA.
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Questão 01

Competency Self-Assessment

Minha leitura abaixo tenta ser honesta e útil: mais alta onde já tenho profundidade real de execução, mais conservadora onde ainda quero ampliar repertório direto em contexto editorial específico. Essa autoavaliação ajuda a contextualizar as respostas mais abertas logo em seguida.
Competência Nota Observações
WordPress — core 5/5 Base principal do meu trabalho. Tenho experiência prática com tema customizado, plugin próprio, modelagem de campos, debugging, produção e manutenção contínua.
WordPress — Newspack 4/5 Entendo bem a proposta editorial e as restrições do ecossistema. Ainda quero aprofundar mais execução direta em projetos Newspack de longa duração.
Front-end 4/5 Consigo implementar interfaces sólidas, responsivas e conectadas a regras de negócio. Meu foco costuma ser clareza, performance e integração com backend.
PHP 5/5 Uso PHP diariamente em WordPress, automações e integrações. Tenho conforto com lógica de aplicação, APIs, sanitização, metadados e manutenção de código legado.
API integrations 5/5 Ponto forte. Já conectei WordPress, CRMs, gateways, ERPs, PMS, webhooks e middleware, com preocupação prática com autenticação, retries e observabilidade.
DNS & email authentication 5/5 Tenho experiência real com DNS, SPF, DKIM, DMARC, roteamento e troubleshooting de entrega. Não trato isso como área separada do ownership técnico.
SEO & on-page optimization 5/5 Tenho boa base em estrutura on-page, indexação, schema, metadados, links internos e higiene técnica. Costumo trabalhar isso de forma integrada ao conteúdo e à performance.
Analytics & tracking 4/5 Tenho boa prática com GA4, GTM, UTMs, eventos e validação. Meu viés é menos “dashboard bonito” e mais garantir que os dados sirvam para decisão.
Performance optimization 5/5 Atuo bem em cache, peso de página, assets, consultas e higiene de runtime. Normalmente penso performance junto com estabilidade operacional.
Front-end to CRM 5/5 Uma das áreas em que mais agrego valor. Gosto de desenhar o caminho completo entre formulário, validação, middleware, CRM e retorno para a operação.
Project scoping & docs 5/5 Costumo traduzir necessidade de negócio em escopo executável, com documentação clara, trade-offs e expectativa realista de entrega.

Questão 02

Open Questions

Quais 2 áreas você mais quer desenvolver, e por quê?

As duas áreas em que mais quero crescer são WordPress — Newspack e Analytics & tracking. No caso de Newspack, porque me interessa bastante o contexto editorial, membership e operações de newsroom com produto WordPress mais opinionado. No caso de analytics, porque é uma área em que impacto técnico e impacto de negócio se encontram diretamente: quando a medição fica confiável, a empresa passa a decidir melhor.

Qual 1 área você mais gosta de fazer no dia a dia?

A área que eu mais gosto no dia a dia é Front-end to CRM. Ela normalmente exige entender o processo inteiro, não só a interface: origem do lead, validação, qualidade do dado, middleware, CRM e uso operacional depois. Gosto desse tipo de problema porque ele junta produto, operação e engenharia de forma muito concreta. Esse mesmo viés aparece na análise de tracking abaixo: primeiro fazer a medição voltar a sustentar decisão.

Questão 03

Analytics Triage

Por que começar por aqui

Eu começaria restaurando a capacidade de confiar nos dados antes de qualquer tentativa de otimização mais ampla. Sem conversões confiáveis e sem uma camada mínima de higiene de tracking, qualquer leitura de CAC, ROI ou canal vira opinião com verniz de dashboard. Uma vez estabilizada a medição, a próxima pergunta passa a ser como estruturar o portal de benefícios com fronteiras claras entre experiência, middleware e sistema de registro.

O que eu corrigiria primeiro

A primeira frente que eu corrigiria é o rastreamento de conversões. Hoje o GA4 mostra tráfego, mas não mostra resultado, então o negócio não consegue entender com clareza quais canais, campanhas ou ações do usuário estão gerando receita. Sem essa visibilidade, a otimização de marketing vira tentativa e erro. Quando o tracking de conversão volta a funcionar, a empresa recupera a capacidade de medir ROI, comparar fontes de aquisição e priorizar melhorias com base em resultado real.

Plano de 30 dias para recuperar a atribuição

Semana 1 — Auditoria

Auditar a implementação atual de GA4 e GTM, revisar a cobertura de eventos e identificar lacunas de tracking em formulários, assinaturas e compras.

Semana 2 — Definição

Definir as conversões que realmente importam para o negócio, padronizar convenções de nomenclatura e corrigir a disciplina de UTM entre campanhas, e-mails, PDFs e canais próprios.

Semana 3 — Implementação

Implementar ou reparar o rastreamento de conversão via GTM, validar o disparo dos eventos e garantir que os parâmetros corretos cheguem ao GA4 de forma consistente.

Semana 4 — Validação

Validar o setup com jornadas reais, filtrar tráfego claramente automatizado, comparar GA4 com backend ou CRM e montar uma camada simples de reporting para dar visibilidade ao negócio.

Como eu explicaria “0 conversões rastreadas” para o CEO

Estamos medindo visitas, mas não estamos medindo resultado. O GA4 mostrar zero conversões não significa que o negócio está gerando zero valor; significa que a plataforma não está capturando as ações que realmente importam. Com isso, não dá para conectar tráfego ou campanhas à receita com confiança. O custo de não corrigir isso é continuar tomando decisão de marketing no escuro, com atribuição frágil e mais dificuldade para justificar investimento em crescimento.

O que eu verificaria antes de confiar nos dados

Antes de confiar nos números, eu validaria pelo menos quatro pontos: se os 60% de “Direct” são tráfego direto real ou perda de atribuição por UTM/cross-domain; se o tráfego do Vietnã é ruído de bot ou referral spam; se início e conclusão de formulário estão sendo disparados com a mesma lógica em todas as páginas; e se os números do GA4 batem minimamente com CRM, backend ou outra fonte transacional. Também verificaria consent mode, exclusões internas, deduplicação de eventos, filtros de tráfego inválido e se houve alguma quebra recente em GTM/publicação do site. Hoje eu trataria os dados como um sinal inicial, não como base confiável para decisão executiva.

Questão 04

Member Portal Architecture

Minha abordagem aqui é manter fronteiras claras: Salesforce como fonte da verdade, WordPress/Newspack como camada de experiência autenticada e um middleware responsável por autenticação de serviço, transformação, cache e observabilidade. Isso reduz acoplamento e deixa o portal evoluível sem expor a complexidade do CRM no frontend. O diagrama e o fluxo abaixo tornam esse desenho explícito em leitura rápida.

Architecture Overview

  • WordPress/Newspack para login, experiência do membro e páginas administráveis
  • Middleware/API para autenticação entre sistemas, normalização de payload e regras de negócio leves
  • Salesforce como sistema de registro para benefícios, elegibilidade e dados de conta
  • Cache curto e invalidação por evento para aliviar consultas repetidas sem criar verdade paralela
  • Logs e alertas para erro de integração, timeout e falha de permissão

Data Flow

  1. O membro autentica no WordPress/Newspack
  2. O portal solicita ao middleware apenas os dados necessários para aquela sessão/tela
  3. O middleware valida permissões, consulta o Salesforce e transforma o payload para um formato estável de frontend
  4. Quando fizer sentido, uma camada de cache curta responde leituras repetidas; eventos críticos seguem vindo da fonte primária
  5. O WordPress renderiza a experiência e registra telemetria operacional sem depender de chamadas diretas do navegador ao Salesforce

Roles & Permissions

  • Membro final: vê apenas seus próprios benefícios, elegibilidade e documentos permitidos
  • Admin do cliente: pode gerenciar membros relacionados à sua conta, convites e uso, sem ganhar acesso bruto ao CRM
  • Equipe interna Verdian: visão ampliada para suporte, troubleshooting e auditoria
  • Segmentação por plano, marca, grupo ou contrato deve ser resolvida na camada de dados/middleware, não por lógica espalhada no tema

Notes & Constraints

  • Sem expor credenciais, schema ou endpoints sensíveis do Salesforce no browser
  • Preferir componentes modulares e payloads previsíveis para reduzir dependência de tema/plugin em detalhes do CRM
  • Registrar logs, retries e alertas porque erro de integração vira problema de suporte rapidamente
  • Planejar degradar com elegância: se a API falhar, o usuário precisa receber estado claro e o time precisa saber onde investigar
  • Estrutura pronta para evoluir para webhooks, filas ou sync assíncrono se a complexidade crescer

Diagrama de Arquitetura

Este diagrama representa o fluxo completo do Member Benefits Portal. Os usuários, tanto membros individuais quanto admins corporativos, acessam uma experiência autenticada única em WordPress/Newspack, onde dashboards e benefícios disponíveis são apresentados. Toda a lógica de negócio e a orquestração dos dados ficam fora do frontend, em uma camada de middleware (n8n), que se comunica com o Salesforce como fonte da verdade. O Salesforce define quais benefícios cada usuário pode acessar, e o middleware traduz isso em respostas estruturadas consumidas pela aplicação em WordPress.

Fluxo do Sistema

  1. O usuário, membro individual ou admin corporativo, faz login no portal
  2. WordPress/Newspack autentica a sessão e carrega o dashboard
  3. A aplicação solicita os dados do usuário através da camada de middleware
  4. O n8n orquestra as requisições e busca no Salesforce os dados de entitlement
  5. Os dados são normalizados e devolvidos ao WordPress
  6. O dashboard renderiza os benefícios disponíveis, como LPEC/Thinkific, CW News, Events/Pheedloop, HQP e Connect/Circle, com base nos entitlements

Questão 05

Referências Visuais

As imagens abaixo funcionam como apoio visual para o desenho acima. Elas não substituem a arquitetura proposta, mas ajudam a mostrar como essa experiência pode aparecer para o usuário final.

Questão 06

Uso de IA

Ferramentas usadas

Ferramenta usada: ChatGPT. Usei como apoio de drafting e estruturação, principalmente para testar enquadramentos do plano de analytics, revisar wording do trecho para CEO e organizar a seção de disclosure de IA. A arquitetura final, as notas de senioridade e a implementação em WordPress/PHP foram fechadas manualmente por mim. Deixo essa parte por último porque, para mim, IA é apoio de processo, não o centro da entrega.

Prompt 1 (verbatim)

Prompt 1: "Draft a concise 30-day recovery plan for a GA4/GTM setup where traffic is visible but conversions are missing, with actions grouped by audit, definition, implementation, and validation."

Prompt 2 (verbatim)

Prompt 2: "Outline a WordPress/Newspack member benefits portal architecture where Salesforce is the source of truth and a middleware layer handles data access, transformation, and permissions."

Prompt 3 (verbatim)

Prompt 3: "Give me three executive-safe ways to explain why GA4 can show zero conversions even when the business is still generating leads or revenue."

Exemplo rejeitado ou reescrito

Um exemplo claro do que eu reescrevi: a IA sugeriu uma resposta de arquitetura mais genérica, muito centrada em “dashboard” e pouco centrada em governança de dados e fronteiras entre WordPress, middleware e Salesforce. Eu descartei esse caminho porque ele soava correto no papel, mas não refletia o tipo de cuidado operacional que o problema realmente pede.

O que não foi feito com IA

Não usei IA para definir as notas da autoavaliação nem para a implementação em código desta entrega. Fiz isso manualmente porque os dois pontos dependem mais de julgamento pessoal, contexto de experiência real e coerência de execução do que de geração de texto.
Em resumo: usei IA como apoio de estrutura e wording, não como substituta de decisão técnica. Tudo o que entrou aqui passou por revisão, cortes e reescrita manual para caber no contexto real do brief.

Questão 07

Nota final

Essa entrega tenta mostrar não só resposta, mas forma de trabalho: leitura honesta de senioridade, priorização orientada ao negócio, arquitetura pragmática e documentação suficiente para execução. O bonus continua ligado como prova complementar do ambiente WordPress usado na entrega, mas deixei o assessment principal completo por conta própria, sem depender dele para cobrir itens obrigatórios do brief.

Próximos passos

Veja o bonus e, se fizer sentido, agende uma conversa.

O bonus mostra como esta resposta foi estruturada dentro do próprio WordPress, com modelagem ACF-like, lógica CPT-like e plugin próprio. Se quiser, o próximo passo é uma call curta para discutir execução, arquitetura e ownership.